Perdendo algo que não sei o que é
É, eu estou
Talvez tempo?
Não, seria óbvio
Todos perdem tempo, uma hora a mais, uma a menos...
Isso é inerente a condição de ser vivo, eu acho
Eu acredito mesmo é que
Eu não sei.
Todos têm de aprender, uma hora,
Que o céu não é azul se você voar alto o suficiente
Que o mar não é tão encantador se você souber o quão suja é
a água
E que vinhos de morango, parques noturnos,
Livros e cerejas não garantem a sua felicidade
“Até que a morte os separe”
Se for até o fundo...
Porque se for fundo o bastante você descobre
O quê? Eu não sei, é algo único
Mas descobrindo, nada volta, e tudo perde o gosto.
Aí, meu caro
Sua boca se enche de areia sabor açúcar mascavo
E dizer que alguém é “doce” passa a ser uma ofensa.
Você é tão doce querida... Doce como o suco gástrico
Que me passa pela boca quando vomito de tanto beber vinho
barato.
Doce, como cogumelos alucinógenos que nascem na merda dos
bovinos.
Doce, como... Como o mel mais doce do planeta!
E isso me enoja. Sinto muito, não quero mais vê-la.
Histórias são assim.
Nenhuma tem final feliz.
Se está “feliz”, é porque não teve fim.

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Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
.. Mário Quintana ..