segunda-feira, 26 de novembro de 2018

RECEIO DE SEGUNDA FEIRA

Medo de ser sincera
Feito criança que
Ao ser perguntada
Responde sem filtro
O que vem à cabeça.

Medo de ser mal
Interpretada
Ter palavras postas em minha boca
Ser chamada de
Louca
Sonhadora inconsequente.

Medo de ser julgada
Condenada pelo sentir
Pelo ir e vir
Da sensação de nostalgia
Que me visita sempre que te encontro.

Medo de que ao dizerem:
"O Não você já tem"
E eu vá buscar o Sim
E o Sim seja inexistente
E eu fique no vácuo
Sem árvore e sem semente.

Medo de me paralisar de medo
De perder a oportunidade
De deixar passar
E depois me arrepender de
Não ter
Sido direta e pontual.

Porque o que tem de mal,
Se eu só quero o bem...?

sábado, 10 de novembro de 2018

NEURO

Sempre quase
Viva.
Morta sem
Saída.

Livre na
Prisão.
Fé com pé no
Chão.

Pele
Ressequida.
Pálpebra
Caída.

Pulsos
Recortados.
Sonhos
Acordados.

Olhos
Sonhadores.
Casos
Pescadores.

Desejo justo e
Bondoso.
Tranquilo sistema
Nervoso.

domingo, 4 de novembro de 2018

FINAL DE ANO

Porque a dor dói diferente em cada um.
Dói no pé do ouvido, afinal
Ouvir palavras venenosas de algum
Perdido sufocado em um mal
Pensamento
É terrível.

Em meu viver é sem igual
A dor.
E meus planos de querer
Morrer no Natal
Para não ter que entregar
Os presentes de amigo secreto
Nem amar
Nem comer com todos
Comida de lar.
Minha mãe quem fez, prazer.
Devia provar.

Sem amor romântico eu consigo
Pensar com mais clareza
Mesmo que sempre comigo
Ande a tristeza
Remota
Lorota de quem diz
Que ser feliz
É fácil e indolor.

Agora preciso me despedir
Estou partindo
Não espere eu sair,
Ou cair, ou sumir...
Pode vir zunindo
Meus ouvidos
E dizer
Bem feito.
Ninguém mandou ser direito.
Devia esquecer
E fazer
O melhor com o que tem
Pois viver sem ninguém
Não tem preço.