terça-feira, 25 de dezembro de 2018

HIPÓCRITAS


Sorriso enegrecido pelo

Véu
Das comemorações.
Eu levo em meus lábios o 
Mel
Das suposições.
Perguntas descabidas num 
Mar
De indagações
Sem tato, sem sutileza sem
Ar
Em seus pulmões.
Não pensam e nem querem
Pensar
Em ser mais cuidadosos
Não importa quem vão acertar
Jovens ou idosos.
Somente os fogos e a grande festa
Ostentar
Pensar que a morte não se apressa
Em chegar.
E assim finalizar o ano
Sem dó
Deixando por baixo do pano
Só o pó.

DOCE FIM


Sorrir, pular,
Fingir amor.
Deixar-se amar e, por favor,
Espalhar afeto pela sala,
Pelo gramado, pela cozinha...
E que para o ano que se avizinha
Tenha luz e paz  na sua casa
E na minha.