Sorriso enegrecido pelo
Véu
Das comemorações.
Eu levo em meus lábios o
Mel
Das suposições.
Perguntas descabidas num
Mar
De indagações
Sem tato, sem sutileza sem
Ar
Em seus pulmões.
Não pensam e nem querem
Pensar
Em ser mais cuidadosos
Não importa quem vão acertar
Jovens ou idosos.
Somente os fogos e a grande festa
Ostentar
Pensar que a morte não se apressa
Em chegar.
E assim finalizar o ano
Sem dó
Deixando por baixo do pano
Só o pó.