Brincando de filósofo e matemático
Entre equipamentos caros e bússolas
Apontando o Sul insistentemente
Lendo fórmulas ilegais, elegantes e ilegíveis.
Ele era o social,
O frugal de todo aquele requinte.
E gostava daquilo.
Ah! Como gostava!
Tinha sabor de cevada.
Lutando contra o Chapeleiro Maluco
Entre xícaras, pincéis, canetas e papéis
Rabiscados de projeções ortogonais
Calculando sempre como ser sorvete, sortudo e selvagem.
Ele era o insano,
O cigano de todo sangue estagnado.
E estranhava aquilo.
Ah! Como estranhava!
Era quente como lava.
Dormindo solitário num caixão invisível
Entre flores de plástico em vasos de vime
Trançados, laçados, artísticos como ele mesmo
Escrevendo libélulas libertas no papel desempenhado.
Ele era sua mente,
O vidente de toda vida passada e adivinhada com maestria.
E odiava aquilo.
Ah! Como odiava!
Era tudo como sonhava.

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Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
.. Mário Quintana ..